Os “Solavancos” Ministeriais

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Os “solavancos” ministeriais nem sempre são aqueles que pensamos enfrentar.

Ficamos realmente abismados! Conhecê-los pode ajudar os pastores e suas famílias enfrentá-los ou perseverar diante deles.

Em pouco tempo de ministério, compartilho alguns deles que enfrentei e que presenciei outros colegas enfrentando.

OS ATAQUES DE DENTRO

Talvez eu tenha sido ingênuo. Eu esperava dificuldade no ministério pastoral. Mas esperava que os “solavancos” viessem de fora.

Eu não tinha o entendimento sobre ovelhas que mordem. De alguma forma, eu perdi o fato de que Paulo sofreu repetidamente nas mãos daqueles que reivindicou o nome de Cristo ( 2 Timóteo 4:9-18 ). Companheiros cristãos o abandonaram em uma hora difícil.  Ninguém veio em sua defesa quando foram feitas acusações.

Eu me pergunto quantos pastores ficam chocados quando recebem a notícia de que eles não são um bom pastor. Ou que o último pastor tinha uma visão real.

Quantos entram no ministério pastoral sem perceber que algumas pessoas bem-vindas para o jantar, para o café, para a comunhão, de uma hora para outra passam a caluniar, fofocar sobre eles, trair confidências e até mesmo mobilizar apoio contra eles? Já passei por este tipo de “solavanco”, onde pessoas que iam me pedir conselhos, frequentavam minha casa, me abraçavam, elogiavam os meus sermões; agiram como Judas – o Iscariotes. É terrível!

Em meio a essa dificuldade, os pastores devem orar pela capacidade de amar as pessoas e para agir com afeição mútua, perdoando-lhes como o Senhor vos perdoou. Pastores devem humildemente pedir ao Senhor sabedoria e capacidade para invalidar certas acusações, mesmo sendo difícil.

A NATUREZA DO TRABALHO

Eu nunca preparei um sermão que não teria lançado mão de mais de cinco horas de estudo, meditação e oração. Há sempre pessoas que esperam mais de mim do que eu posso dar.

Existem recados de encorajamento para escrever, visitar doentes, líderes para equipar, aulas para planejar, pessoas para orientar, oração para oferecer, casamentos e funerais para executar, o seu próprio coração para cuidar ... isso nunca acaba.

Se os pastores e suas esposas quiserem perseverar no ministério, precisarão aceitar a natureza do trabalho. Se você não fizer isso, irá lamentar, se ressentir de sua vocação, e, provavelmente, “queimar” e sair.

Quanto mais cedo você aceitar o fato de que sempre haverá mais o que fazer, será possível desenvolver expectativas saudáveis ​​para si mesmo, bem como criar limites para você e sua família.

A natureza infinita do trabalho pode se tornar uma abençoada oportunidade para você confiar mais e mais no Deus soberano e, assim, torná-lo suficiente em sem seu trabalho.

QUANDO O DINHEIRO É ESCASSO

O dinheiro tem sido curto para toda a nossa jornada de ministério, e as vezes permitimos que essa falta nos roube a alegria e o encorajamento na realização de nossa vocação.

Eu não aceitei a vocação pastoral como um meio para a riqueza. Eu sabia que teria que ser cuidadoso.

Dinheiro é uma das coisas que mais causam ansiedade na vida de muitos pastores. Eles querem continuar a servir com todo vapor, mas são tentados a "mover-se", pois não podem dar ao “luxo” de enviar seus filhos para alguma atividade desejada e sentir-se como um bom pai. Mas, no ímpeto de dar o melhor para a família, muitos pastores estão preocupados com outra forma de obter ou complementar o seu sustento.

Satanás usará o dinheiro para roubar a sua alegria e distraí-lo de sua vocação.

Eu tenho experimentado e visto essa tentação com mais frequência em relação à família. É bem diferente quando você está solteiro e diz que está disposto a negar-se para a causa de Cristo. Mas, será que vai se sentir da mesma forma quando você tiver filhos? Uma mulher? Um pai idoso? Necessidades de saúde?

Se os pastores querem perseverar, devem fazer todo o possível para obter uma boa administração, estabelecer prioridades assim que possível.

A maioria nunca vai ser rico como pastores, mas com planejamento sábio eles podem fornecer algo de bom para si e suas famílias

Por isto é importante, quando for realizar uma entrevista para um ministério, ser humilde e honesto sobre quanto dinheiro a sua família precisa. Não recuar da verdade, especialmente em uma entrevista inicial, porque uma vez que você diz sim ao salário, é difícil voltar atrás e pedir mais. Você nunca vai ser feliz como um pastor, se você sentir que o seu chamado o impede de fornecer o melhor para sua família. Não pensava desta forma, devido ao medo que tinha de ficar sem ministério, mas tenho aprendido que o Senhor tem o trabalho certo para cada um de seus servos, isto me leva a agir de forma sábia diante de novas propostas ministeriais

Uma estatística nos diz que muitos pastores desistem do ministério por não saber de onde os “solavancos” viriam. Mas, ainda assim, servir ao Senhor no ministério vocacional é uma coroa e pastorear o rebanho é um dom de Deus.

Veja o perigo e orem sobre ele. Prepare-se para ele, de modo que você combata o bom combate e persevere na carreira que lhe foi proposta.

Deus abençoe! - Márcio Santos

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