Maior Não Significa Necessariamente Melhor
Estava pensando sobre plano estratégico para a Igreja que Deus me confiou, com vistas ao próximo ano (2014).
Quando penso nisto todo fim de ano, tenho que levar em consideração quantos membros e congregantes formam a Igreja local. Fazendo o levantamento das pessoas, uma frase veio a minha mente: MAIOR NÃO SIGNIFICA NECESSARIAMENTE MELHOR.
Quando me envolvo em qualquer atividade manual procuro a ferramenta exata para o trabalho correto, ferramenta errada dificulta em muito o trabalho. É a mesma coisa com as Igrejas, Deus usa Igrejas grandes, como Igrejas pequenas para trabalhos específicos.
Uma pesquisa revela que na América cerca de 35% das Igrejas possuem em média 100 – 499 membros, e pelo menos 60% tem uma frequência média de 1 – 99 pessoas.
Não mais do que 2,5 ou 3% das igrejas americanas se enquadram na categoria de ser uma "mega-igreja."
Parece que Deus, em Sua soberania encontra pequenas ferramentas necessárias para a Sua obra no mundo.
Eis as minhas três razões:
1ª. Conexão Familiar. Não estou sugerindo que esta dinâmica não se encontra em Igrejas maiores, estou afirmando que é mais comum de ser encontrada e trabalhada em Igrejas menores. Uma das grandes vantagens disto, é que, quando as igrejas menores buscam algum tipo de trabalho, como social, ou evangelístico, têm a possibilidade de alcançar mais pessoas que conhecem e amam. A proximidade para convidar membros da família não salvos para visitação e convívio, por exemplo, se torna mais fácil. A dinâmica da família permite uma espécie de familiaridade que é simplesmente difícil de cultivar em igrejas maiores. Estive percebendo como as famílias da Igreja que pastoreio hoje possuem acesso as outras famílias; mais ou menos assim: cada família para todas as famílias. Isto, contribui para uma conexão maior do povo e desta forma a comunhão é expandida (Salmos 133:01).
2ª. A Amizade com o Pastor. Esta dinâmica acontece literalmente em Igrejas menores. Não estou pensando em pastor pastoreando as ovelhas por meio de pequenos grupos e outros liderados; estou pensando em relacionamento frente a frente. A verdade simples é que o dinamismo e o grande número de pessoas encontradas em uma “mega-igreja” dificulta este tipo de relacionamento. Existem Igrejas onde os congregados e membros passam semanas e até meses sem visitas e sem poder apertar a mão do pastor. Nas Igrejas menores, o homem do púlpito está acessível, e com isso, a Igreja passa a ganhar uma compreensão mais robusta do significado e contexto da perspectiva que ele traz para a proclamação da Palavra de Deus. Com isto, a ideia do culto à personalidade com sua notoriedade centrada no homem do púlpito cai por terra, o pastor da igreja tende a tornar-se mais como um membro da família estendida. Ele e sua família são vistos em festas de aniversário das famílias, formaturas e momentos de confraternização da Igreja.
Certa feita um pastor declarou: "O púlpito é o seu trono, sem dúvida, mas, em seguida, um trono é estável, uma vez que repousa sobre as afeições do povo, e para obter os seus afetos você deve visitá-los nas suas habitações" (Lis, O Pastor cristão, Scribner 1911).
O pastor de uma Igreja pequena possui uma posição estratégica dada por Deus, que o possibilita ser um amigo mais chegado dos membros de sua Igreja.
Para concluir este artigo, a Terceira Razão do Porque Deus Constrói Igrejas Pequenas é:
Amizade Com os Outros: Embora nem sempre é o caso, mas, pequenas igrejas tendem a ser mais acolhedoras, a lógica simples é que um espaço preenchido com menos pessoas provavelmente permite a integração com mais facilidade. Entretanto, esta é uma área que precisa ser trabalhada em Igrejas menores, pois muitas vezes a mentalidade é de “uma sociedade secreta e fechada”, em vez de um lugar fácil de assimilar. Se cultivada de forma eficaz, a pequena Igreja poderá ser uma comunidade onde a Vida (João 14:06) é capaz de alcançar outras vidas.
Nós não precisamos de grandes multidões para ter a igreja dos “sonhos” de Jesus. Nós não precisamos de recursos financeiros tremendos para pregar efetivamente o Evangelho. Nós só precisamos de algumas pessoas que querem glorificar a Deus e ter comunhão juntas em nome de Jesus.
Márcio Santos – Dmin
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